Lançamento – Honra & Paixão

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Quem leu Vingança & Sedução ficou curiosa para saber mais sobre Isla e Logan, o que aconteceu com esse casal? Será que a autora vai fazer um livro sobre eles? Então, se prepare, pois o seu pedido foi atendido e Honra & Paixão chegou na Amazon.

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Honra & Paixão

Acabou a espera! Honra & Paixão está disponível na Amazon e esperando por vocês.

Embarque nesta incrível viagem pela Escócia e conheça a história de Isla e Logan, um casal que encontra o amor de forma surpreendente.

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Sinopse:

Esperando se esconder da desonra da qual foi vítima, Lady Isla Sinclair, irmã do Duque de Ross, decide se refugiar na antiga propriedade da família, nas Terras Altas, para proteger a filha bastarda das maledicências.
Logan MacRae é o chefe de um poderoso e influente clã nas Terras Altas e amigo de longa data do Duque de Ross, que por enfrentar problemas financeiros, precisa se casar para ter o direito de receber a herança da mãe. A chegada da irmã de seu melhor amigo, agora mais velha e mais bonita, o motiva a considerá-la uma pretendente apropriada para salvar seu clã da ruína.
Mas as coisas não saem como o esperado e um forte sentimento os aproxima, de modo a fazê-los encarar os traumas do passado para que possam ter um futuro juntos. A determinação de Isla em esquecer seu passado tenta afastá-la dos braços de Logan, enquanto ele luta para provar que podem ser mais do que amantes se ela puder voltar a confiar em um homem.
A paixão os move de encontro ao amor, fazendo-os desejar mais do que interlúdios românticos e beijos roubados. Mas há ressentimentos maiores a serem superados, colocando à prova os sentimentos de ambos.

Início da leitura exclusiva

Honra & Paixão – Diane Bergher

Capítulo 01
Sentado atrás da mesa de madeira polida enquanto o fogo crepitava baixo na lareira do outro lado da biblioteca, Logan MacRae examinava os livros contábeis com o desespero de quem sabia não ter recursos suficientes para manter a propriedade funcionando por muito mais do que alguns meses. Conseguiria mantê-la por uns seis meses, se a sorte lhe sorrisse ou talvez se Deus tivesse um pouco de piedade e voltasse a abençoar as terras que estavam na família há mais de dez gerações.

— Eu sabia que iríamos encontrar uma solução – soltou eufórico Finley, seu braço direito em Loch Cannon. Aliás, como filho do administrador de seu pai, eram como irmãos, e chegaram a servir juntos na Guarda Negra[1], testemunhas oculares da queda de Napoleão em Waterloo.

A maldita batalha.

Se não tivesse sido convocado e deixado Loch Cannon nas mãos de administradores inexperientes logo após a morte do pai, não estariam à beira da ruína.

Logan sentia os pelos do corpo arrepiarem ao pensar naqueles que tiravam o sustento das terras de Loch Cannon. E uma pontada de vergonha o atingia quando pensava que seria lembrado como aquele que acabou com uma dinastia de poderosos chefes de clã. Seus antepassados, bravos guerreiros, deveriam estar se revirando nos túmulos.  

— Do que fala, Finley? – Logan se apoiou com as mãos no tampo da mesa e levantou-se para encarar o amigo.

— Meu pai deixou escapar certa vez que havia um testamento deixado pela condessa – mencionou ele. — Algo que era mantido muito escondido porque não era sinônimo de boa sorte.

— Minha mãe? – perguntou Logan, coçando a cabeça por não lembrar de herança alguma que sua mãe tivesse deixado.

— A própria. Sua mãe, como bem sabe, era de um clã rival.  – Logan concordou com a cabeça. — Pois bem! Seu dote foi uma propriedade que fica nas cercanias de Inverness.

— Como meu pai nunca falou sobre essa herança? – soltou Logan, arregaçando as mangas pelo calor súbito que lhe subiu pelo rosto.

— Acho que é porque a consideravam maldita, como estava falando – explicou Finley. — Mas talvez isso não passe de lenda, meu amigo. – Ele desenrolou o documento amarelado em cima da mesa e apontou para uma cláusula. — Olhe que interessante.

Logan estreitou os olhos e começou a ler.

— Aqui diz que somente mulheres podem herdar a propriedade, e como meu pai não teve filhas, não importou para ele que eu soubesse – ponderou.

— Continue a ler – incentivou Finley.

— Oh meu Deus! – exclamou Logan. — Mais abaixo diz que na falta de herdeiras mulheres, a propriedade apenas poderá ser herdada pelo primogênito varão se ele se casar.

— Exatamente – comemorou o amigo. — Resolvemos os problemas. Você se casa, recebe a propriedade como herança, a vende e usa o dinheiro para salvar Loch Cannon da completa ruína. E assim não vai entrar para a história como o maldito cão que terminou com o nosso clã. E o melhor de tudo, não vai precisar vender a propriedade para qualquer inglês oportunista.  

— Como se fosse realmente fácil me casar, ainda mais com a fama que tenho – pigarreou de volta. — Pelo amor de Deus, quem vai querer se casar comigo?

Logan sabia que não havia se esforçado muito para que pensassem o melhor dele. Sequer havia considerado a ideia de se casar depois que teve o coração partido. Não que ele não fosse responsável ou trabalhador. Ao contrário, ele costumava ser esforçado e ajudava o pai em tudo que podia. Apenas não gostava de se apegar sentimentalmente às mulheres. Simplesmente viveu como se não houvesse amanhã, até que encontrou o pai morto em sua cama e sobre ele recaíram as responsabilidades de Loch Cannon.

Obviamente que o estrago em sua reputação já havia causado rumores em toda as Terras Altas, e por mais que quisesse arranjar uma esposa, não a encontraria nas redondezas. Por isso desistiu e seguiu como se nada demais houvesse acontecido; a propriedade poderia ser passada para um primo no futuro e tudo ficaria bem. Foi, então, para a guerra, acreditando que Loch Cannon estava nas boas mãos dos administradores que contratou.  

Mas não estava.

E ao retornar, depois de um inverno rigoroso que comprometeu os rebanhos e o pasto, as dívidas se acumulavam como ervas daninhas. As hipotecas se tornavam uma ameaça real a cada tentativa de cobrança. E não havia mais joias para servirem de garantia.  
— Você é um conde – lembrou-o Finley, interrompendo-o em suas divagações.  

— Falido e com fama de libertino. Muito improvável que alguma dama aceite minha corte.

— Não precisa ser… Bem… Uma dama no sentido estrito da palavra. – Finley arqueou a sobrancelha ruiva e piscou para o amigo. — Talvez uma dama cuja honra foi manchada.

— Seja mais específico – exigiu Logan, jogando-se de volta na cadeira.

— Falo de Lady Isla Sinclair.

— A irmã do Duque de Ross que vive reclusa em Moeibeal?

Finley o encarou nos olhos.

— A própria. Ela deu à luz a uma bastarda e precisa de um pai para a menina. É o que dizem os boatos. – Ele deu de ombros.  

Logan ficou pensativo a respeito da informação. De fato, ele precisava se casar, e o mais rápido possível. Contra os fatos não havia argumentos. Mas não poderia garantir que a irmã de seu amigo Ethan viesse a aceitá-lo como marido. Senhor! Ela era uma menina da última vez que a encontrou e ainda brincava de bonecas, caso sua memória não o estivesse traindo. Foi um pouco antes de ele embarcar para se juntar à Guarda Negra e, salvo engano, Ethan sequer imaginava que se tornaria Duque de Ross.

Fato que aconteceu quando o primo morreu ao cair do cavalo, fazendo-o assumir o título e viver em uma propriedade próspera na fronteira com a Inglaterra. Mais rico do que Midas e com uma cadeira no Parlamento Britânico que lhe conferia status entre os escoceses.Foi uma surpresa quando lhe chegou a informação de que Isla havia se instalado em Moeibeal, a propriedade em que ela e o irmão cresceram. Afinal, ela era uma dama da mais alta estirpe, a irmã de um duque importante, e o mais esperado é que vivesse em Ross.

Mas talvez não fosse o mais apropriado quando se era mãe sem ser casada, caso os boatos fossem verdadeiros. Logan pouco sabia da chegada misteriosa da dama, que vivia reclusa, como se estivesse acometida de uma moléstia contagiosa. Era claro que havia considerado a ideia de fazer uma visita; mas novamente os problemas financeiros e o trabalho que se acumulava o desviaram do propósito de ser um bom vizinho.  

— Bem – vociferou empolgado —, não custa conversar com a dama a respeito. Se o que disserem for verdadeiro…

— É verdadeiro – interrompeu-o Finley, confiante no que dizia.

— Como tem tanta certeza?

— Rosalind…

— Sua noiva – sorriu Logan ao entender que seu braço direito em Loch Cannon estava apaixonado e logo deveria se casar.  

— Então – prosseguiu Finley —, ela começou a trabalhar em Moeibeal semana passada e confirmou todos os boatos. Isla Sinclair precisa de um marido.       

— Espero que esteja certo, Finley, pois não pretendo virar motivo de piada.

— A necessidade faz o ladrão – garantiu o administrador, que se aproximava de Logan para entregar um copo de uísque. — Mas como na vida nada é garantido, vou preparar uma lista de possíveis damas em idade de casamento. Talvez algumas viúvas em situação delicada.

— Delicada? – Logan o olhou de canto.

— Por Deus, homem, seja inteligente! Segundo o que lemos aqui só precisa se casar. Não importa o estado civil da mulher ou se é rica ou pobre. Muito menos que seja virgem. Ela só precisa ser mulher.

— Engraçadinho! – reclamou Logan. — Vamos começar por Lady Isla. Apesar de não me agradar a ideia de me casar com moça tão jovem, Isla é irmã de um grande amigo e ficaria tudo em família.

— Assim que se fala, milorde! – Brindou Finley erguendo seu copo de uísque. — Provavelmente o Duque de Ross entregue Moeibeal como dote da irmã, e isso é ainda melhor.

Se ver obrigado a praticamente se prostituir para conseguir salvar Loch Cannon e o clã da ruína não era o que se esperava de um MacRae. Mas se não tentasse, seria ainda mais vergonhoso.

E se casar para receber uma herança que já era sua por direito de nascimento era, das vergonhas, a menor. Ele não seria o primeiro homem das Terras Altas a se casar por obrigação.  

A sorte estava lançada.
[1]
Como era conhecido o 3º Batalhão do Regimento Real Escocês – The Royal Scots. O nome do regimento veio do Kilt negro que os soldados usavam e do trabalho de “guardar” as Terras Altas – Highlands

Fim da leitura exclusiva

Disponível na Amazon e no Kindle Unlimited (clique aqui).

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